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RELÓGIOS DE SOL

Numa era em que proliferam relógios pessoais, domésticos e públicos, ora sendo analógicos ora digitais, com os mais diversos feitios, formas e cores de inúmeras marcas, numa autêntica panóplia destes instrumentos de precisão, o homem contemporâneo para além da necessidade imprescindível da função basilar do relógio nomeadamente a de saber a hora, por norma tem a preocupação estética como adorno para o seu corpo, como também os destinados para espaço doméstico e público na escolha deste instrumento, em detrimento da eventual curiosidade e/ou estudo do respectivo funcionamento devido à sua complexidade de funcionamento destes, que por sua vez com o evoluir dos tempos têm sido cada vez mais precisos e com maior autonomia de funcionamento.


Nesta obra o leitor pode fazer uma incursão histórica sobre os ancestrais relógios de sol de Portugal cujo funcionamento era bem mais elementar que os actuais relógios, o que por si só poderá motivar a leitura desta interessante obra para se conhecer um mundo de ciência, de história e de arte, desde os exemplares mais antigos aos mais recentes, com a respectiva descrição do seu funcionamento com simples referências astronómicas e geométricas.
Nesta temática milenar, através deste “veículo” literário torna-se possível viajar no tempo (horário), descrevendo minuciosamente a passagem por alguns pontos cardeais tais como o meio-dia solar, a esfera armilar, a gnomómica (ciência que se ocupa da construção dos relógios de sol, tendo sido objecto de estudo ao longo dos tempos, desde a antiguidade clássica até aos nossos dias), o eixo da terra, o tempo da igreja, passando por outros não menos interessantes que precederam o destino final: o tempo universal.
Nuno Crato, Suzana Metello de Nápoles e Fernando Correia de Oliveira, através da sua erudição e reconhecida competência são os autores deste ímpar “guia de viagem”, com levantamento iconográfico realizado por Jorge Correia Santos, com design de Eduardo Aires, cuja edição é da responsabilidade do Clube do Coleccionador dos Correios.



artigos | by Dr. Radut