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DIÁLOGO DE VANGUARDAS

A maior exposição realizada até hoje, sobre a obra e vida de Amadeo de Souza Cardoso, artista fulcral do modernismo português, mas muitos anos votado ao esquecimento está patente na Fundação Calouste Gulbenkian até ao próximo 14 de Janeiro.


Paralelamente, a Fundação em co-edição com a Assírio e Alvim editaram um catálogo, com textos historiográficos da autoria de Helena de Freitas, Jean-Claude Marcadé, Joachim Heusinger von Waldegg, António Cardoso, entre outros. Estão profusamente ilustradas neste catálogo, cerca de 2 centenas e meia de obras, sendo a maior parte de Amadeo e 36 de artistas estrangeiros, seus contemporâneos, dos quais se nomeiam alguns bem conhecidos no meio artístico de vanguarda: Picasso, Modigliani, Sónia e Robert Delauny, Otto Freundlich, Kasimir Malevitch; contribuindo assim para o “diálogo” estético entre a obra de Amadeo e a dos seus contemporâneos que este catálogo proporciona em diferido, tendo em conta que consensualmente foi Amadeo o fundador da arte europeia do séc. XX, com influências do cubismo ao abstracionismo, passando pelo futurismo.
A inauguração da exposição e a respectiva apresentação do seu catálogo coincidem com a “época festiva” que assinala a data de nascimento de Amadeo e os 100 anos decorridos sobre a sua partida para Paris, os 50 anos sobre a redescoberta e a apresentação historiográfica em Portugal do artista, e por fim o ano do cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição esta que edita esta obra, cuja coordenação editorial é da responsabilidade de Helena de Freitas, Catarina Alfaro e Manuel Rosa.
Edição integralmente bilingue, em português e inglês, que encerra com bibliografia seleccionada, antecedida por esquissos biográficos, ordenados alfabeticamente, de todos os artistas relacionados.



artigos | by Dr. Radut