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ANOS 80: UMA TOPOLOGIA

O Museu de Serralves recorda a arte dos anos 80, através de uma mega-exposição, que integra cerca de 250 obras de 70 artistas originários de 20 países diferentes ocupando uma área de 4000 m2.


Exposição que se apresenta como um empreendimento arrojado e ambicioso, vem a público não só para a respectiva compreensão e análise da produção artística dessa década, como também para se subentenderem as influências e relações com a arte desse período de tempo, dado que nesse houve notórias mudanças no campo político-internacional, religioso, social, cultural e científico, implicando paulatinamente a decadência de noção de pertença ao bloco Este ou Oeste, e concomitantemente ao início e consolidação da Globalização.
Segundo Ulrich Look, comissário da exposição, a realização de uma exposição sobre os anos 80 justifica-se “porque foi um período de profundas mudanças na história da sociedade e da cultura ocidentais. Foi a década em que começou a globalização tal como a conhecemos e consideramos nos dias de hoje e é um período que marca a diferença face aos 500 anos de história mundial que o antecede. Todas estas alterações têm os seus reflexos, de uma  forma ou de outra, na produção artística”. Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis – os mais internacionais dos nossos artistas da época -, José Pedro Croft, Rui Sanches e Ana Jotta são os representantes nacionais na mostra. Outros nomes se juntam, como Jean – Michel Basquiat, Thomas Schutte, David Hammons, Reinhard Mucha, Franz West, entre muitos outros, mestres da escultura, pintura, fotografia e outras vertentes artísticas.



artigos | by Dr. Radut